quinta-feira, 21 de maio de 2009

II Conferência Nacional de Promoção a Igualdade Racial em Pelotas

Cidade

Líderes de entidades negras e quilombolas estiveram presentes na discussão da inclusão do negro na sociedade

Um debate em busca de respostas a tantos questionamentos ligados à "diferença racial". Reivindicações sobre temas como educação, saúde e emprego para os negros e, mais que isso, busca da união e da igualdade entre todos - independente da cor - foi o principal motivo que pelotenses estiveram reunidos no auditório do IEF-Sul na II Conferência Nacional de Promoção a Igualdade Racial.

O encontro foi no último sábado (16) com duas sessões: uma pela manhã e sua continuação a tarde. O número de participantes foi assustadoramente pequeno e surpreendente, considerando que 43% da população em Pelotas é negra. Entretanto, já era de se esperar: a falta de divulgação da grande mídia por um acontecimento tão importante ficou a desejar mais uma vez.

A representante do estado do Rio Grande do Sul, Jaqueline Faraco, disse que o governo gaúcho vem apoiando esse debate desde o início de sua intervenção. A nova gestão do governo que tem como responsável a secretária Sátira Machado, vem articulando com outras cidades do estado para esse debate se expandir. Em contraponto, representantes de entidades negras aqui da cidade lamentaram a ausência de mais representantes do governo na própria Conferência, já que a próxima etapa é a regional em junho e futuramente debates estadual e nacional acontecerão. O governo apóia, mas não está presente.

Assuntos como terra, educação, trabalho e renda, prevenção à violência , segurança e justiça, saúde e política internacional foram pautados pela mesa composta por representantes da Secretaria Municipal de Educação, da Saúde e professores da UFPel, Faculdade Anhanguera, e do IEF-Sul. Os debatedores tiveram uma interação boa com os conferencistas, recebendo observações sobre questões como a inclusão do negro na educação, as cotas em concursos públicos nas universidades, o negro na cultura, doenças com percentuais maiores nos negros e habitação de quilombolas que estavam presentes em maior número na Conferência.

Busca pela Igualdade

Martin Luther King, um exemplo a ser seguido


Quando se fala em igualdade, dificilmente não se lembra de um dos mais importantes líderes do ativismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo: Martin Luther King. Responsável pela campanha de não-violência e de amor para com o próximo, King tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1964, anos antes de seu assassinato no dia 4 de abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis.



Foto: www.writespirit.net/.../martin-luther-king2.jpg


O mais questionador disso tudo é que essa busca pela igualdade é uma luta constante de tanto tempo. Vemos na história, tantos outros homens assim como Martin que militaram na esperança de que a humanidade pudesse ser igualitária, sem distinções. E esse assunto tão polêmico em dias como hoje (assim como no passado), continua sendo discutido por geração em geração pela falta de igualdade entre os povos.

Quando leio o discurso conhecido de Martin Luther King "I have a dream", escrito em 1963, em alguns momentos penso que ele escreveu por esses últimos anos, pois desde o passado, ainda sofre-se um grande preconceito e uma forte adversidade entre os homens.


Abaixo, alguns trechos de seu discurso: "Eu tenho um sonho"

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje. Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.
"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!

2 comentários:

Anônimo disse...

Massa, Didis,grande iniciativa. bj

Roger Peres disse...

Sou eu Didis, Roger!!! bj