terça-feira, 25 de agosto de 2009

Fim das atividades por aqui!

Esse blog não receberá mais atualizações, pois encerramos por aqui esse projeto desenvolvido para a disciplina de Jornalismo Digital do 7° semestre de jornalismo da UCPel.
Gostaríamos de agradecer a todos que acompanharam esse blog e que ajudaram na construção do mesmo.

Quem quiser pode continuar acompanhando o nosso trabalho individualmente


Alvoroço – Vanessa Silveira




Diiamante – Ediane Oliveira




Jornalismo Digital - Douglas Saraiva


Mundo Livre – Roger Peres




Tudo Junto ao Mesmo Tempo – Helena



Além disso, alguns dos autores desse blog também são colaboradores do blog da

RadioCom – www.radio-com.blogspot.com

Obrigado pela compreensão de todos!

*Ao clicar no nome do autor você será levado ao blog dele;
*Ao clicar na foto do autor você será levado ao perfil dele.






sexta-feira, 31 de julho de 2009

A luta continua!!!

Sociedade

Diploma de jornalismo será discutido com a presença de Paulo Pimenta

No dia 3 de agosto (segunda-feira), às 9h a Câmara Municipal do Capão do Leão irá realizar uma audiência publica com a presença do Deputado Federal Paulo Pimenta, autor da PEC 386/2009 que busca restabelecer a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.

O deputado Paulo Pimenta (PT), se mostrou desde o inicio da decisão do STF solidário aos jornalistas. Sua preocupação maior é com o futuro da profissão e das escolas de comunicação. Para ele é fundamental alertar a sociedade sobre as conseqüências ruins provenientes da decisão do Supremo Tribunal.

O debate com a comunidade do dia 3/08 é mais uma atividade que visa encontrar soluções para o problema que afeta toda sociedade. Por isso é importante a participação da comunidade Pelotense e do Capão do Leão nessas discussões essenciais para os rumos da profissão de jornalismo no Brasil. Apenas através da organização da população é que iremos pressionar os órgão públicos e aos políticos sobre essa questão que esta em debate desde o dia 17 de junho.

Fica o convite!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Cidade


A nova gripe e o velho problema...

O crescente número de casos suspeitos de infecção pela Influenza A em Pelotas, expôs um dos maiores e mais antigos problemas do município: A falta de preparo e condições adequadas de atendimento no sistema público de saúde.

A estrutura atual do sistema (velha conhecida de todos mas nunca é demais lembrar) que hoje com 20 suspeitos de infecção já demonstra sinais de sobrecarga e ineficiência, desenvolve-se lentamente em pleno quadro de pandemia no qual já se caracteriza a transmissão sustentada.

O apoio do ministério da saúde e todas as ações de orientação e conscientização promovidas em função da nova gripe, acabaram mascarando muitas carências tanto nas unidades de saúde dos bairros quanto no pronto socorro. No entanto, para quem procura informações ou atendimento nesses locais, a realidade é a mesma de sempre. Agora ainda pior, com o agravante de gripe.

É claro que todo o esforço desempenhado para barrar o vírus deve ser considerado, mas, ainda parece pouco para uma cidade que recebe pacientes de toda a região, no estado com maior numero de casos confirmados até o momento.

* Ainda não se tem casos confirmados da gripe A em Pelotas, apenas os 20 suspeitos.



Foto: Imagem de microscópio mostra o vírus H1N1 (U.S. Centres for Disease Control)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Eu li as notícias hoje, oh, garoto...

Cultura

Bom, falar em Neil Young é fácil - ainda mais cantado The Beatles.Encontrei esse vídeo maravilhoso desse gênio Canadense, vale a pena conferir.Quanto mais velho o Neil fica... A letra da música, sem comentários.

video

A Day In The Life (tradução)
The Beatles

Um Dia Na Vida

Eu li as notícias hoje, oh, garoto,
Sobre um homem de sorte que ganhou na Loteria
E apesar das notícias serem bem tristes
Bem, eu tive apenas que rir...
Eu vi a fotografia...
Ele estourou sua cabeça em um carro
Ele não percebeu que o sinal tinha fechado
Uma multidão de pessoas ficaram e olharam
Eles tinham visto seu rosto antes
Ninguém estava realmente certo se ele era do Senado
Eu vi um filme hoje, oh, garoto,
O exército inglês acabara de vencer a guerra
Uma multidão de pessoas foram embora
Mas apenas tive que olhar
Tendo lido o livro
Eu adoraria te excitar
Acordei, saí da cama
Penteei o meu cabelo
Desci as escadas e tomei um café
e observando, eu notei que estava atrasado
Peguei meu casaco e coloquei meu chapéu
Peguei o ônibus rapidamente
Subi as escadas e fumei um “cigarro”
Alguém falou e eu entrei em um sonho
Ahhhhhhhhhhh
Eu ouvi as notícias hoje, oh, garoto,
Quatro mil buracos em Blackburn, Lancashire
E apesar dos buracos serem bem pequenos
Eles tiveram que contá-los um a um
Agora eles sabem quantos buracos são necessários para encher o Albert Hall
Eu adoraria te excitar

Banca CNR, capaz demais

Entrevista

Instrumentos como guitarra, contrabaixo, sax, percussão, bateria são o grande diferencial dessa Banda que iniciou sua trajetória há 12 anos no bairro Dunas de Pelotas. A Banca CNR é uma banda de rap, por isso o uso dos instrumentos é considerado inovação, pois normalmente os grupos usam apenas voz e pick-up.

O movimento que existe a mais de 30 anos caracteriza-se por expor letras que falam das dificuldades dos habitantes que moram em bairros pobres da cidade. Logo que chegou ao Brasil, há uns 20 anos, o estilo não foi bem aceito por ser considerado violento. Na década de 90 o rap ganha as ruas e conquista seu publico chamando a atenção das industrias e rádios.

A Banca CNR ajudou a construir a cultura rap em Satolep e pulou o muro do bairro, é conhecida e reconhecida em toda cidade. No dia 14 de abril de 2009 foi o primeiro grupo de rap a subir no palco com uma banda formada, agora eles podem concorrer de igual pra igual com outras bandas em festivais.

O Guido, Eder, Glaucos, Paulo e Maninho concederam entrevista a RadioCom no dia 17 de julho e vale a pena conferir o som desses grupo formado por 11 componentes atualmente (Zulu, Jorginho, Bruno, Micha, Tarso e Edy).

“Unidos pela família que a cada dia cresce/ Distância não atrapalha/ Zona Leste-Oeste/ A peste não para/ A corrente pelo rap...” Música Zulu e Guido.

Assista ao vídeo na integra:

video

Palco MP3
MySpace
E-mail: bancacnr@gmail.com

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Direito de resposta na Globo: Leonel Brizola

Mídia

A voz que surgiu do AI-5, voltou-se contra si mesma. Foi um daqueles momentos que servem como símbolos, como instantâneos da história...

"Não reconheço a Globo em matéria de liberdade de imprensa e, basta para isto, olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou o nosso país."

Essa é apenas uma parte do desabafo de Leonel Brizola em 1994 em resposta às acusações feitas pela emissora Globo.

Voltei ao tempo e resolvi lembrar algo que talvez muitos ainda não se esqueceram. Um marco na história, sem dúvida. A Globo, mandada por ordem judicial, transmite por mais de três minutos, o jornalista e apresentador Cid Moreira lendo na íntegra a carta de Leonel Brizola no próprio Jornal Nacional, líder de audiência.

Não seria novidade Brizola ter atritos com a emissora. Roberto Marinho, foi um dos empresários que apoiou o Golpe de 1964, golpe responsável por levar Brizola ao exílio. O lucro da emissora foi vasto: transformou o pequeno Jornal O Globo (antes da ditadura militar) a um império do setor de comunicação (durante e após o período da ditadura).

No ano de 1992, Roberto Marinho, em um editorial no jornal O Globo e no noticiário Jornal Nacional, chamou Brizola de "senil". Tudo isso levou Brizola a pedir o que foi lido dois anos depois, em 1994, como mostra o video a seguir.

Para quem já conhece, vale a lembrança.

E para quem ainda não viu, assista e reflita sobre esse sistema tão tendencioso que vivemos. Acho que por alguns momentos, a voz daqueles que buscam um pouco mais de liberdade, igualdade e democracia foi "ouvida", mesmo que contrária em uma rede "aberta" manipulada. Foi "falada", mesmo que sob pressão judicial.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Opinião


Até onde vai o homem?

De 20 de julho de 1969 até hoje, passaram 40 anos desde que Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins desceram da Apollo 11 e pisaram no queijo, aliás na lua. É estranho e até meio difícil de acreditar que um dia, esses americanos, com a tecnologia inferior à de um celular contemporâneo conseguiram chegar até lá.
Sabe-se que os Estados Unidos chegaram antes à lua, mais por interesses pessoais e bélicos do que científicos. Não queriam ficar atrás dos russos, que foram os primeiros a colocar um ser vivo em órbita (lembra da cadela Laika?) e a fazer uma missão tripulada no espaço. Há aqueles teóricos da conspiração que, ainda hoje, duvidam do fato. No entanto, nem os soviéticos que eram os mais interessados no assunto conseguiram desacreditá-lo.
Realmente, foi um pequeno passo para um homem...
E então eu fico pensando. Há quarenta anos o homem chegou à lua e até agora ainda não conseguiu chegar ao Senado. Não conseguiu chegar ao Supremo. Ou, mais fácil ainda, não conseguiu chegar à praça José Bonifácio e coerentemente sentar-se para apenas admirar a bela Catedral. Não conseguiu.
Mesmo que eu não tenha assistido a chegada dos americanos à lua, ainda espero para ver o dia em que o grande passo da humanidade será dado.

Foto: Pegada - Buzz Aldrin/ Johnson Space Center, NASA

segunda-feira, 20 de julho de 2009




A representação do exótico

A fauna brasileira foi o tema escolhido pelo artista Mario Schuster para a exposição que fica até o dia 22 deste mês no Corredor Arte do Hospital Escola UFPel/FAU.

Mario Schuster decidiu abordar este assunto por dois pontos de vista diferentes. Um deles é baseado na busca da retratação cientifica da fauna brasileira, exposta no livro HISTORIA NATURALIS BRASILIE, escrito e publicado na Holanda em 1648 por cientistas e artistas que vieram ao Brasil na comitiva de Mauricio de Nassau, estudar a diversidade dos pássaros. A partir destas imagens publicadas no livro, Schuster recriou os pássaros em aquarela sob papel.


Já em tela e tinta acrílica o artista reinventou a natureza com a representação de pássaros de cerâmica. “Nesta segunda parte a admiração possui um caráter meramente decorativo”, comenta .

“É a natureza brasileira vista de duas formas diferentes. Uma com olhar de estrangeiro, onde o estranhamento do exotismo possui um interesse de pesquisa e da busca do conhecimento como forma de admiração. E uma outra, com o distanciamento do natural ”, explica o artista.


Este contraponto, cujo objetivo maior é a reflexão a respeito da realidade em que vivemos, do descaso com a natureza, pode ser visto diariamente no Hospital escola UFpel/FAU (Prof. Araújo, 473) das 7 às 22h. A entrada é franca.

domingo, 19 de julho de 2009

Dica para uma vida mais saudável ( Cooperativa Teia Ecológica)

O slogan “Consumidor ecológico seja mais um!”. A Cooperativa Teia Ecológica - Restaurante Vegetariano abriu suas portas no ano 1997,funcionando atualmente na Praça Coronel Pedro Osório nº63, é um sonho que virou realidade. Idealizada pelos movimentos sociais, , ambientalistas e agricultores ecológicos ligado a Associação Regional de Produtores Agroecológicos da Região Sul,ARPA/SUL.

Com uma cozinha vegetariana de alta qualidade,com opções de queijos,ervas e doces,a Teia, é uma ótima pedida para quem quer uma boa alimentação. Na essência da proposta da Cooperativa é dar um total aproveitamento aos alimentos trazidos pelos agricultores direto para a mesa do consumidor,sem atravessador.

Consumo consciente
Pensando em construir uma rede de geração de emprego e renda,e consumo consciente,inúmeros agricultores utilizaram suas terras sem agrotóxicos, para praticar esse novo processo de produção ecológico. Com o ato de de consumir produtos e serviços ecológicos o projeto visa impulsionar o real sentido dos fenômenos naturais e sociais garantindo uma melhor qualidade de vida.

O que é agroecologia ?

Na agroecologia a agricultura é vista como um sistema vivo e complexo, inserida na natureza rica em diversidade, vários tipos de plantas, animais, micro-organismos, minerais e infinitas formas de relação entre estes e outros habitantes do planeta terra. Assim, é possível estabelecer uma aliança entre consumidores e produtores que seja socialmente justa.


Serviço:
Restaurante Teia Ecológica (Vegetariano)
Localizada: Praça Coronel Pedro Osório nº69
Horário de atendimento : Segunda à Sexta das 11:30hs às 19hs,e aos Sábados até 14h.
Valor do kg da comida : R$ 17,50
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cultura LIVRE em Satolep

Cultura de Rua

Livre de ganância, livre de apelação, de banalização. Ele toca, canta e faz o instrumento e o mais importante, a letra que diz tudo. Chega de hipocrisia! Alguns acham engraçado, afinal brasileiro é assim mesmo, costuma rir da própria desgraça e adora viver de aparência.

Onde estão os macacos da famosa Praça dos Macacos? E as árvores onde foram parar? Isso não importa, porque agora a comunidade pelotense pode passar o domingo na praça tomando chimarrão, no inverno é claro porque no verão a briga vai ser feia por uma sombra.

“Pra que tanto dinheiro”?
“Agora eu cresci, e sigo cantando essa porra tudo subliminar na minha cabeça”!
“O teatro e o cinema, todos aqui viraram igreja”.

Conheça esse trabalho e reflita!
Em breve mais vídeos do Serginho Ferret



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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eduardo Galeano: a palavra e a publicidade

Mídia

Não há dúvida. A palavra tem poder. Influencia. Não volta vazia. Mesmo que repleta de vazio. O que parece importar é o"impacto" e sua absorção. Mas até que ponto? Numa sociedade em consumo, cada vez mais individualista e menos filosófica... a publicidade pós moderna esbange "criatividade" e busca por reconhecimento.

Se você busca a verdade, beba a cerveja Heineken. Quer autenticidade? Fume cigarros Winston. Busca a rebeldia? Compre uma máquina Canon. Está inconformado com a situação do mundo? Coma um hambúrguer da Burger King. Deseja afirmar sua personalidade? Use um cartão Visa. Quer defender o meio ambiente? Espelhe-se no exemplo da Shell.

Resolvi passar o texto de Eduardo Galeano, publicado originalmente na Carta Maior por lidar com propriedade das palavras ligadas à publicidade:

'Hoje em dia, a publicidade tem a seu cargo o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.

"Busque a verdade": a verdade está na cerveja Heineken.

"Você deve apreciar a autenticidade em todas suas formas":
a autenticidade fumega nos cigarros Winston.

Os tênis Converse são solidários e a nova câmara fotográfica da Canon se chama Rebelde: "Para que você mostre do que é capaz".

No novo universo da computação, a empresa Oracle proclama a revolução: "A revolução está em nosso destino". A Microsoft convida ao heroísmo: "Podemos ser heróis". A Apple propõe a liberdade: "Pense diferente".

Comendo hambúrgueres Burger King, você pode manifestar seu inconformismo: "Às vezes é preciso rasgar as regras". Contra a inibição, Kodak, que "fotografa sem limites". A resposta está nos cartões de crédito Diner's: "A resposta correta em qualquer idioma". Os cartões Visa afirmam a personalidade: "Eu posso".

Os automóveis Rover permitem que "você expresse sua potência", e a empresa Ford gostaria que "a vida estivesse tão bem feita" quanto seu último modelo.

Não há melhor amiga da natureza do que a empresa petrolífera Shell: "Nossa prioridade é a proteção do meio ambiente". Os perfumes Givenchy dão eternidade; os perfumes dão eternidade; os perfumes Dior, evasão; os lenços Hermès, sonhos e lendas.

Que não sabe que a chispa da vida se acende para quem bebe Coca-Cola?
Se você quer saber, fotocópias Xerox, "para compartilhar o conhecimento".

Contra a dúvida, os desodorantes Gillette: "Para você se sentir seguro de si mesmo". '

Na foto:
Eduardo Galeano
Fonte da foto:
www.orelhadolivro.com.br

terça-feira, 14 de julho de 2009

Teatro


Marco Luque traz Stand Up Comedy a Pelotas

A comédia Stand Up finalmente chega à Satolep. Sucesso na internet e nos palcos paulistas e cariocas há muito tempo, o show de ‘comédia em pé’ do humorista Marco Luque, chamado “Tamo Junto” desce ao sul do país no final do mês de julho.
A Stand Up Comedy é um formato de espetáculo de humor no qual o comediante fica em pé (daí o nome Stand up) e conta apenas com um pedestal e um microfone no palco. Sem acessórios, cenários, caracterização, personagem ou outro recurso teatral. É também chamado de ‘humor de cara limpa’.
Marco Luque já atuou em outros espetáculos como: Sextas de Comédia, Humor aos Pedaços, Improvável entre outros. Já foi dublador, locutor e até mesmo jogador de futebol profissional. Atualmente, faz parte do elenco da Terça Insana, e é um dos apresentadores do programa Custe o Que Custar da Rede Bandeirantes, ao lado de Marcelo Tas e Rafinha Bastos.
Luque promete proporcionar a todos uma noite de boas risadas com seu show “Tamo Junto” no qual ele argumenta alguns assuntos com o público, contando histórias de sua vida de uma forma inusitada.
O show acontecerá dia 31 de julho, sexta-feira, às 21h, no Anfiteatro do Colégio Gonzaga (Rua General Argolo esquina Rua Padre Anchieta).

Foto: Blog do Luque

sábado, 11 de julho de 2009

Um sonzinho para o find !

Cultura

Essa poesia abaixo é da banda Pearl Jam, oriunda da cidade de Seattle, nos Estados Unidos da América, no auge do período do movimento local Grunge e é considerada uma das mais populares e influentes da década de 90.

"E agora minhas mãos cortadas tremem sob as nuvens. O que era tudo aquilo?
Todas as pinturas estão sendo lavadas em preto
Tatuando tudo
"

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Capangas do ciberespaço


Internet

Um relátorio da empresa BayTSP (www.baytsp.com) confirma o que era esperado:o uso dos arquivos torrent,que facilitam a transmissão de grandes volumes de dados pela rede, move a maior parte da "pirataria" on-line.O estranho em tudo isso é pensar que as gravadora s não gostam do que é o central para mundo capitalista, depois da venda(dinheiro)é lógico, que é a divulgação do seu produto e, enxerguem seus consumidores como criminosos.

Vigilantismo:A empresa de vigilância faz o papel de Capanga, quando envia notificação para diferentes provedores ou sitios pedindo a retirada de conteúdos teoricamente ilegais,a retirada de contéudos,como gravadoras que não querem seus vídeos no You Tube .

Grandes corporações: A Bay TSP é especializada em agir como espécie de rastreador do mundo cibernético, a mando das grandes empresas de entretenimento,indo atrás do da rota do conteúdo legal até cair nas mãos dos "piratas".

Estudo – divulgado pelo Bay TSP o ranking dos países campeões em trocas de aquivos supostamente ilícitos.Os três primeiros são Espanha,Itália e França,que a companhia(BayTSP) diz ter leis fracas de proteção ao direito autoral. O Brasil, que em 2007 estava em nono lugar (9º),agora se encontra na sexta(6º)posição, talvez como resultado do crescimento das redes de banda larga no país. A lista completa é composto por Estados Unidos, Alemanha, Polônia, Israel e Canadá.

Cultura Livre - O blog Satolep na Contramão é favor das trocas de arquivos pela rede nos moldes e conceitos da economia solidária ,pois temos que rever às práticas do jabá nos veículos de comunicação,que corrompe e impede as manifestações culturais em nosso pais.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Diploma de Jornalismo é tema de debate

Sociedade

Hoje a TV Câmara discute com convidados os rumos do jornalismo no Brasil

Toda quinta-feira o programa Ver TV realiza debates a partir das 22h30. Os temas buscam a reflexão e a discussão a certa de assuntos pautados na sociedade. Já que na maioria das vezes é a TV que agenda as conversas cotidianas, que seja sobre algo relevante.

Hoje a discussão nos interessa! Entender os rumos do jornalismo com a não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão é essencial para compreender quais a conseqüências dessa decisão para sociedade brasileira.

Os convidados do programa de hoje, 9 de julho, são o Deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC que tenta restabelecer o diploma de jornalismo; Sergio Murilo, Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); e Claudismar Zupirolli, advogado, especializado em Direito Trabalhista.

Convido a todos os colegas preocupados e apoiadores da causa a assistirem esse programa sério que discute semanalmente as funções, a programação, os avanços tecnológicos e as questões éticas da sociedade. Informe-se com qualidade, ou não saia por ai dizendo besteiras!
Fotos: Arquivo google

*A TV Câmara aqui em Pelotas via Cabo e Rádio-frequência é o Canal 7 ou 8.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Economia Solidária

Cultura

O tema será debatido semanalmente na programação da RadioCom

A economia solidária, tema já debatido aqui no Satolep é o foco do novo programa que estreou hoje, 8 de julho, na RadioCom 104.5 FM. O projeto é de um grupo formado por seis pessoas
ligadas de alguma forma ao assunto e identificadas com o tema.

O programa que vai ao ar toda quinta-feira da 13h30 as 14h30, aborda essa temática que se tornou uma alternativa para trabalhadores insatisfeitos com a lógica capitalista e desempregados, muitas vezes sem perspectivas de um retorno digno ao mercado de trabalho. A organização associativa de trabalho gera renda de forma democrática e em espírito de igualdade, sem a velha relação vertical que ocorre entre trabalhadores e empresários.

Com o objetivo de discutir os rumos desse sistema capitalista que se encontra em crise, apresentando soluções aos trabalhadores, que sempre são os maiores prejudicados por essa disputa desigual é o que o programa Economia Solidaria – Uma outra economia já existe pretende.

A construção do programa é feita de forma diversificada. O primeiro bloco tenta situar e ampliar o conhecimento do ouvinte sobre economia solidária. O segundo bloco trás entrevista com pessoas vinculadas ao tema, sejam elas empreendedoras ou estudiosos da área. E o ultimo bloco trás dicas de livro, de internet, noticias e músicas relacionadas ao assunto.

Nesse primeiro programa o foco da discussão foi a agroecologia, trazendo o presidente da ARPASUL Nilo Schiavon para uma conversa sobre as dificuldades e a satisfação do trabalho solidário. A Feira Ecológica ARPASUL trabalha com alimentos produzidos sem agrotóxicos e conta com a participação de 27 famílias atualmente.

Na próxima quinta-feira o empreendimento convidado para participar do programa é o FRAGET, projeto que trabalha com reciclagem e artesanato no bairro Fragata.
Fotos: Vanessa Silveira

Se você sentiu vontade de conhecer mais sobre o assunto, acompanhe o programa Economia Solidária – Uma outra economia já existe na RadioCom 104.5 FM toda quinta-feira da 13h30 as 14h30. O e-mail do programa para criticas, sugestões, duvidas e outros é programaeconomiasolidaria@yahoo.com.br



Nas fotos os empreendimentos ARPASUL - Feira Ecológica e FRAGET - Reciclagem e artesanato respectivamente.

domingo, 5 de julho de 2009

Legião Urbana - Um clipe para refletir

Maison-Dieu é uma comuna francesa na região administrativa da Borgonha, no departamento Nièvre. Estende-se por uma área de 13,3 km², com 133 habitantes, segundo os censos de 1999, com uma densidade 10 hab/km².

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La Maison Dieu

Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos , Renato Russo e Marcelo Bonfá

Se dez batalhões viessem à minha rua
E 20 mil soldados batessem à minha porta
Á sua procura
Eu não diria nada
Porque lhe dei minha palavra
Teu corpo branco já pegando pêlo
Me lembra o tempo em que você era pequeno
Não pretendo me aproveitar
E de qualquer forma quem volta
Sozinho pra casa sou eu
Sexo compra dinheiro e companhia
Mas nunca amor e amizade, eu acho
E depois de um dia difícil
Pensei ter visto você
Entrar pela minha janela e dizer:
- Eu sou a tua morte
Vim conversar contigo
Vim te pedir abrigo
Preciso do teu calor
Eu sou
Eu sou
Eu sou a pátria que lhe esqueceu
O carrasco que lhe torturou
O general que lhe arrancou os olhos
O sangue inocente
De todos os desaparecidos
Os choque elétrico e os gritos
- Parem por favor, isto dói
Eu sou
Eu sou
Eu sou a tua morte
E vim lhe visitar como amigo
Devemos flertar com o perigo
Seguir nossos instintos primitivos
Quem sabe não serão estes
Nossos últimos momentos divertidos?
Eu sou a lembrança do terror
De uma revolução de merda
De generais e de um exército de merda
Não, nunca poderemos esquecer
Nem devemos perdoar
Eu não anistiei ninguém
Abra os olhos e o coração
Estejamos alertas
Porque o terror continua
Só mudou de cheiro
E de uniforme
Eu sou a tua morte
E lhe quero bem
Esqueça o mundo, vim lhe explicar o que virá
Porque eu sou
Eu sou
Eu sou

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mais um Ato Contra o Governo Yeda

Manifestação - FORA YEDA continua em Pelotas

Nesta sexta-feira, dia 3 de julho acontece mais uma atividade em repúdio ao governo do Estado em Pelotas.

O local da MANIFESTAÇÃO é o Chafariz do Calçadão.

Os manifestantes estarão distribuindo panfletos e recolhendo assinaturas contra a governadora Yeda Crusius.

A atividade começa as 15h30.

Aparece por lá e ajude a acabar com esse governo vergonhoso do Estado do Rio Grande do Sul.

Foto: http://grafar.blogspot.com/

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Jornalista por Formação

Diga NÃO a manipulação da informação

Passado
No dia 17 junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando NÃO obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão.

Qual o interesse por trás disso tudo?
A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, aos controladores dos meios de comunicação do país. Além disso é uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas.Com a não obrigatoriedade do diploma, as empresas de comunicação podem contratar qualquer cidadão, qualificado ou não, para prestar esse serviço essencial à sociedade.

Quem propôs a derrubada do diploma?
Mesmo entre os veículos jornalísticos que, teoricamente, deveriam apoiar a manutenção do diploma, são encontrados os que são contrários a isso. O jornal Folha de S.Paulo faz parte desse grupo. Em um editorial publicado em 1.º de abril deste ano, o veículo defendeu que “a obrigatoriedade do diploma afronta a liberdade de expressão, diminui a oferta de informação de qualidade e se reveste de anacronismo na era da internet, quando todos têm a oportunidade de apurar e publicar notícias”.

Liberdade de expressão?
O argumento utilizado pelo STF e pelo a grande mídia de “liberdade de expressão” não cabe, pois são os proprietários dos veículos e seus editores quem decide se abre ou não espaço para artigos opinativos escritos por cidadãos sem diploma. O que encontra-se escondido nas declarações dos “donos” das grandes industrias midiáticas é a vontade ainda maior de manipular a informação, além de contratar mão-de-obra barata e despreparada para o exercício de uma profissão que lida com a consciência da sociedade.

Quem perde?
O principal argumento, entre os tantos que se pode levantar para a exigência do diploma de curso de graduação de nível superior para o exercício profissional do jornalismo, é o de que a sociedade precisa e tem direito à informação de qualidade, ética, democrática. Informação esta que depende, também, de uma prática profissional igualmente qualificada e baseada em preceitos éticos e democráticos. E uma das formas de se preparar jornalistas aptos a desenvolver tal prática é através de um curso superior em jornalismo.

E agora?
Estudantes, professores, profissionais e a população brasileira precisam unir forças para pressionar os deputados a votarem a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que propõe alteração no dispositivo da Constituição Federal, a fim de estabelecer a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.Essa alteração na Constituição é a única forma viável de garantir uma imprensa livre, democrática e, sobretudo, com responsabilidade ética para o exercício de seu compromisso social. É a única forma de reparar o equívoco cometido pelo STF ao desregulamentar a profissão.

Como você pode ajudar?
Mande mensagens para os deputados da região para que eles se sensibilizem com a causa. dep.afonsohamm@camara.gov.br (Marta - Assessora em Bagé 012.53.3247.6948)dep.fernandomarroni@camara.gov.br (Luciano e Álvaro que é jornalista - Assessoria em Pelotas 021.53.3229.3013)dep.claudiodiaz@camara.gov.br (Armando Jaekel - Assessoria em Pelotas 021.53.3282.3318)


Estudantes e profissionais de todo o país já foram as ruas...

AGORA É A NOSSA VEZ!!!

PELOTAS 2 de julho - 10h

Nesta quinta-feira (2 de julho) vai acontecer uma grande MOBILIZAÇÃO a favor do DIPLOMA DE JORNALISMO para o exercício da profissão.É a hora de sair às ruas e mostrar que não concordarmos com a queda do diploma e que jornalismo é coisa séria!!!Faça a sua parte e participe desse movimento!

Concentração às 10h em frente ao Chafariz da Andrade Neves com Sete de SetembroLeve seu apito, vá de preto e passe o recado à diante.
Vamos fazer barulho, convide os colegas, amigos, parentes e simpatizantes da causa.


Diretório Acadêmico Vladimir Herzog - Comunicação Social UCPel
Sindicato dos Jornalistas de Pelotas

terça-feira, 30 de junho de 2009

"Uma tarde na Praça"

Os senhores que jogam xadrez concentrados se despreocupam com a correria alheia. Os engraxates fixam o olhar nos pés dos caminhantes para deixar o brilho no sapato e ganhar um trocado. Os bancos da praça ainda acolhem casais apaixonados que sentam para namorar, amigos para conversar e avulsos, para fumar um cigarro ou falar ao telefone. As pombas caminham a procura de comida e voam para fugir dos pedestres apressados e as crianças correm pela volta do chafariz e muitas vezes parecem ser as únicas interessadas em olhar de perto a água que sai da Fonte das Nereidas.

Estas cenas se repetem todos os dias, no centro da cidade, na Praça Coronel Pedro Osório. Em uma quinta-feira à tarde quatro estudantes de comunicação tentavam não atrapalhar o caminho dos pelotenses, que, com passos rápidos, atravessam a Praça para encurtar caminho e chegar mais rápido ao local de destino. Sem ter tempo para parar, e já tão acostumados com a paisagem, os que passam não percebem a verdadeira beleza em torno deste local.

Apaixonados pela fotografia desde que ingressaram no curso, a idéia dos estudantes foi justamente esta. Mostrar as belezas que temos em torno da praça, que muitas vezes não são valorizadas por serem comuns. “Na verdade sabemos que existem, mas estamos tão acostumados que acabam passando desapercebidas”, comenta Solano Ferreira.

O ponto de referência foi escolhido por ser histórico e turístico, além de ter muitas belezas para fotografar. A mesma tarde foi uma alternativa para Solano Ferreira, Pedro Dias, Rodrigo Nunes e Carolina Silveira, para proporcionar uma melhor interação e para todos terem as mesmas condições de fotografar.
Como sugere o nome da mostra, “Uma Tarde na Praça” é o resultado de um dia em que quatro pessoas se reuniram para fotografar a Praça Coronel Pedro Osório e o que está em sua volta. Cada um de sua própria perspectiva.

O resultado deste trabalho pode ser visitado até o dia 8 de julho no Corredor Arte do Hospital Escola UFPel/FAU (Rua Professor Araújo, 473). A entrada é franca.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"No meu governo é proibido proibir "


Tecnologia

Mariel Zasso tirou uma foto de Lula com Peter Sunde, um dos fundadores do PirateBay. O presidente brasileiro defende a liberdade na rede e a importância da colaboração. Disse em seu discurso, após se encontrar com Richard Stallman, Marcelo Branco, Mad Dog, Mario Teza, Pablo, Sergio Amadeu, Marcos Mazoni, Marcelo Tossati, Peter Sunde, Bruno Souza e outros hackers: “a internet deve continuar livre”… “No meu governo é proibido proibir.”…”A liberdade é fonte da criatividade”.

Texto e Imagem retirado do blog trezentos

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Cuidado com os buracos

Comunidade - Vila Princesa

As crianças da escola Antonio Ronna, e as que brincam na praçinha, devem cuidar para não cair no buraco em frente à Escola

A estudante da 8° série da escola Antônio Ronna, Tassine Anderson, de 13 anos, quebrou o pé em um dos buracos na frente da escola. Na edição passada o jornal Folha da Princesa, alertou que os estudantes deveriam continuar tomando cuidado para não se machucarem nos buracos. “Que boca hein”!

Tassine relatou que na semana do aniversário da escola foi fazer uma prova e, na saída não viu o buraco e caiu. Desde 2006 o buraco está lá, à espera de uma solução.
Foto: Vanessa Silveira
Há três anos havia valetas a céu aberto na frente da Escola Antônio Ronna. A AMOVIP, Associação dos Moradores da Vila Princesa, queria resolver a situação por conta própria, já que a prefeitura não tomava atitude mas não tinha dinheiro pra isso. Então o Pastor Daniel Popping da Igreja Quadrangular da Vila, organizou uma festa para arrecadar dinheiro, doou a quantia para Associação dos Moradores para investir na melhoria da frente da Escola. Todo o material para a construção dos bueiros foi pago pelos moradores, inclusive o aterro. A prefeitura só forneceu a mão-de-obra e ficou responsável por construir tampas para cobrir os buracos.

No final do ano passado o secretário de serviços urbanos, Marco Antônio Brettas, garantiu a colocação das tampas antes do inicio do ano letivo, mas até agora a situação não foi resolvida.

O secretário lamentou o episódio, mas afirmou estar sem possibilidades de resolver esse problema, pelo menos no momento, por falta de material para a construção das tampas de concreto. Ele sugeriu que se alguns empresários da Vila pudessem ajudar doando cimento e ferro.“Não tem ferro, não tem material pra fazer”, disse o secretário. O uso das tampas provisórias de madeira foi descartado pelo tempo que com a chegada do inverno é úmido e chuvoso, o que apodreceria rapidamente as tampas.

Os moradores fizeram mais do que deveriam para garantir o bem estar das crianças. É responsabilidade da prefeitura fazer a manutenção e resolver esse tipo de problema. Promessa é promessa e deve ser cumprida. A comunidade espera a resolução desse caso o mais rápido possível para a garantia de que ninguém mais ira se machucar.

Na Foto a estudante da escola mostra em qual buraco se machucou.

*A Vila Princesa fica a 20 km do centro da cidade de Pelotas e faz parte do muncipio.
*O Jornal Folha da Princesa é um projeto comunitário desenvolvido pelos alunos de Jornalismo da UCPel há nove anos na Vila Princesa.


terça-feira, 23 de junho de 2009

Insatisfação alimentada, sede permanente

Literatura

Crítica sobre o conto "Felicidade Clandestina" de Clarice Lispector

Escrever sobre Clarice para mim, é exercício bom. Falar de seus contos, ficções reais e desabafos literários, é falar da própria autora.

Eu poderia falar de um marco nas obras da Clarice, intitulado "A hora da estrela". O livro que, na minha opinião, revolucionou a história literária que ela sempre teve, pois também trata a "desigualde social no Brasil" - diferente dos outros romances que se voltam para os "sentimentos"-. Em "A hora da estrela", Clarice relata a vida de Macabéa, uma nordestina que vai para a cidade do Rio de Janeiro. Mas o que isso tem a ver? Muita coisa: o preconceito com o nordestino que muito ainda se encontra no Brasil, a diferença de classes, os desafios daqueles que não possuem o pão de cada dia tão facilmente e outras questões que tudo isso implica. Eu mergulharia nesse assunto com vontade, falaria de seu impacto na sociedade, de seu crítico olhar social e tantos outros aspectos que valorizo, mas hoje eu vou falar de um simples conto que possui uma história normal, mas reflete atitudes permanentes de uma sociedade.

“Felicidade clandestina” é um conto que nasceu na década de 60 para ser publicado no Jornal do Brasil, onde Clarice mantinha uma coluna diária. Mais tarde, virou título de um livro que reunia outros contos e crônicas da autora. Os contos tratam de infância, adolescência e família, mas principalmente mostra angústias da alma. Sentimentos questionáveis de uma sociedade mais individualista e sistemática.

Embora se encontre uma narrativa admirável na obra, a saliência de sentimentos mais profundos dos personagens se torna mais relevante. Na verdade, é um conjunto que se completa. Uma mistura de brinquedo com palavras, junto com experiência em emoções. Ou habilidades significativas de saber retratar o interior do ser humano que é tão complexo.
Autora Clarice Lispector

O conto narrado em primeira pessoa, fala da esperteza ou maldade de uma “gordinha ruiva de cabelos excessivamente crespos”, sem paixão por literatura, mas filha de um dono de livraria. Mas calma, isso não é o mais importante. A garota se recusa a emprestar 'As reinações de Narizinho', de Monteiro Lobato, para a própria narradora, encantada por livros. Porém, a intervenção da mãe da menina dona do "objeto", permite à autora deliciar-se, vagarosamente, com a posse do livro. O momento da interferência da mãe, causa um suave toque de leveza à leitura. É uma forma de suspirar aquilo que queria se encontrar na história. Entretanto, Clarice surpreende com sua realidade. O desfecho da história mostra o quanto o ser humano é insatisfeito com suas próprias realizações. ‘Não mais importa se estou com o livro que queria tanto ler, importa que eu sinta a todo o momento esse gostinho da conquista e, no momento em que estiver satisfeita, tornar-me-ei insatisfeita, para viver mais uma vez essa minha felicidade inventada.’ É isso que a autora me passa, a vontade de sempre querer mais... essa satisfação torna-se “clandestina”.

A história acontece no Recife e a dificuldade de relacionamentos, mais uma vez se faz presente na obra. Tudo é uma questão de “desejar aquilo que está por vir”. A autora se prende na expectativa da “felicidade” que é estar com o livro esperado, na excitação e no caminhar para o lugar secreto, à realização do desejo. Aquilo que outrora, parecia uma historinha sem sentido, torna-se em um aprendizado de contentamento recôndido. De um lado temos o egoísmo involuntário refletindo o mundo individualista cada vez mais gritante; do outro, a vontade que é satisfeita, mas não saciada posteriormente.

Eu diria que Clarice encontrou seu rumo ao publicar obras próprias. Ela sempre ousou, desde pequena, sempre foi diferente. E eu, admiradora do “além”, curiosa por coisas novas, inconformada com o normal, me identifiquei e, por que não dizer que me encontrei em algumas escritas? Eu já me vi entre as linhas, me questionei se mais alguém no mundo também já sentiu essa sensação. Quão ingênua eu fui ao pensar que isso só aconteceria comigo. Além da grande viagem de imaginar histórias normais, mas fascinantes em textos, é também comum se encontrar em palavras alheias, escritas há séculos e contextos diferentes. O mundo muda, mas os sentimentos não. O que nos difere, são nossos destinos e nossas atitudes perante nossas emoções. Nossos pensamentos e sensações muitas vezes são semelhantes. Eu sou igual a Clarice, em partes. “Eu sou uma pergunta”. E o conto também.

Originalmente, a história acaba com: “Não era mais uma menina com um livro: era uma menina com o seu amante”. De certo, meu suspiro foi maior aí. Mais perguntas, mais imaginações e mais identificações. Aonde fomos parar? Que narradora viajante, ela era tímida e vaidosa, “uma rainha delicada”, a espécie feminina com suas “relações ilícitas”, a princesa e o plebeu.

Aqui o trabalhador sempre tem voz

O SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE PELOTAS (SIMP), por meio de seu Presidente, Duglas Lima Bessa, ao final firmado, vem requerer DIREITO DE RESPOSTA face aos equívocos, inverdades e verdadeiro ataque aos servidores municipais manifestados no Editorial deste jornal Diário Popular, edição de segunda-feira, dia 8 de junho, sob o título “Um protesto, no mínimo, questionável”, à página 6 (seis)



Um editorial, no mínimo questionável

“Equivoca-se este prestigiado jornal Diário Popular quando, no Editorial da edição do dia oito de junho, segunda-feira, sob o título ‘Um protesto, no mínimo, questionável’, expressa inverdades, equívocos e traça juízo de valor contrário aos municipários de Pelotas, em defesa clara e expressa do Sr. Prefeito Fetter Jr.

O mencionado Editorial também ataca os Municipários quando afirma que “...a escancarada falta de educação e de respeito...”; que “...os representantes do Sindicato dos Municipários só conseguiram atrair para si olhares de desprezo e de indignação...”; que “...a estratégia política, decidida em assembleia, mostrou-se um verdadeiro tiro no pé”; e, por fim, que “...o prefeito saiu da Feira maior do que entrou”.

Tais afirmativas demonstram, no mínimo, o caráter antidemocrático e posicionado do Editorial, que esperamos não seja do Jornal como um todo, com a atual Administração Municipal. O olhar de desprezo e indignação com certeza se deu por parte de alguns suspeitos, aliados a uma política que sempre arranja desculpas para não fazer uma atualização salarial e funcional digna para os trabalhadores municipais.

A cultura do doce e a cultura histórica que tanto eleva e projeta a cidade no resto do país não exclui a cultura amarga e azeda que o servidor público municipal convive no seu dia a dia de trabalho. Ou o prefeito Fetter Jr. abandona o glamour da cidade fantasia ou terá de assumir os riscos de em cada evento que tenta vender sua cidade panfletária, uma parcela da comunidade pelotense estará mobilizada para contrapor o brilho ofusco, demonstrando uma realidade dura e suada que sobrevive com padrões salariais abaixo do mínimo nacional, estando eles entre 200 e 300 reais.

Isto sem falar, que os mesmos 80% dos trabalhadores tem sua base de cálculo para vantagens num valor que não chega nem ao salário mínimo de 2008, e que mesmo os que tem padrões acima do mínimo nacional somente tem recebido de reajuste salarial a inflação do período ao longo dos últimos anos. Ou seja, há anos sem aumento real.

Constam inverdades, como a menção ao suposto acordo entre os Municipários e a base governista na Câmara para destrancar a pauta, ‘acordo’ este que teria sido rompido pela categoria. Jamais houve qualquer ‘acordo’, eis que até o último dia 09, terça-feira, não havia sido apresentada proposta formal de vale-alimentação de R$ 90,00. A proposta oficial do vale, no contexto do projeto de lei que foi aprovada na assembleia, somente ocorreu formal e oficialmente no dia 09, terça-feira, pela manhã, na Câmara de Vereadores.

A postura da governadora Yeda ao não enfrentar as críticas e portanto deixar de estar presente no ato oficial de abertura da Fenadoce, não ocorreu somente este ano, eis que em 2008 da mesma forma a governadora não havia comparecido na abertura da Feira, face a divulgação das fitas envolvendo o vice-governador Paulo Feijó e o então chefe da Casa Civil, Cesar Busatto.

Desta forma, a responsabilidade pela sua ausência não é dos servidores municipais, e sim das constantes e freqüentes denuncias de irregularidades no Governo Estadual.

A participação dos municipários fez parte de protesto maior, este sim organizado pelos movimentos sociais, contra a governadora Yeda, cuja presença naquele ato, antes de significar a ‘grandeza do evento’, envergonharia nossa cidade.”

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Comunicação e cultura no aniversário da Rádiocom


Cultura

Seminário promovido pela emissora comunitária debateu a democratização da informação e a sustentabilidade de produções culturais

A Rádiocom é um veículo de comunicação alternativo e contra-hegemônico que está enraizado na cultura popular. Assim foi definida pelo jornalista Clomar Porto, em seminário sobre a comunicação e a indústria cultural no dia 13 de junho, essa emissora de rádio que luta, junto aos movimentos sociais da cidade de Pelotas, pela democratização da informação, articulando forças e mobilizando a comunidade pela valorização e pluralização da cultura. O seminário comemorou o oitavo aniversário da rádio e reuniu cerca de 30 pessoas no auditório do sindicato dos bancários.

A organização de um seminário abordando os temas: Comunicação, indústria cultural e cultura livre; foi a forma encontrada pela coordenação da Rádiocom 104.5 fm, este ano, de comemorar o seu aniversário de maneira diferenciada. Além de Clomar Porto, o pesquisador e escritor Álvaro Barcellos e o músico Richard Serraria conduziram os debates da atividade que envolveu ouvintes, apoiadores e rádiocompanheiros, e culminou à noite com um jantar de integração.

O seminário teve início por volta de 15h com a palestra de Álvaro Barcellos sobre a indústria cultural. Barcellos falou sobre a arte e o mercado citando algumas reflexões do filósofo Theodor Adorno sobre a contracultura. O escritor também debateu a imposição da estética dos grandes centros, a dicotomia cultura popular x cultura de massa e o controle social como mecanismo de legitimação da programação de tv. Segundo o escritor, essa estratégia da mídia de massa cria a ilusão da liberdade de escolha. “O neoliberalismo gera o império do pensamento único, e isso provoca vertigens e abismos dos mais variados”, disse o palestrante.

A luta pela democratização da comunicação foi o tema da explanação de Clomar Porto, jornalista e membro da comissão estadual de mobilização pela conferência nacional de comunicação – Confecom. O jornalista acentuou que os movimentos sociais têm dois desafios nessa luta: compreender o papel da comunicação e ter participação efetiva nesse debate. “A radiocom deve assumir essa mobilização pela conferência, em Pelotas”, afirmou.

Finalizando o seminário, o músico e compositor porto alegrense Richard Serraria da Bataclã FC falou a respeito da cultura livre e da sustentabilidade musical. Serraria citou como exemplo a produção de seu disco solo Vila Brasil, gravado no ano passado, no qual foi empregada tecnologia alternativa reduzindo consideravelmente o seu preço final. “A prensagem foi feita em um disco semi-metalizado e a gravação teve 80% dos custos financiados por verba destinada à cultura. Isso nos permite comercializar o Cd a um preço acessível”, explicou.

No encerramento da atividade, Serraria entregou ao ativista cultural da Rádiocom Glênio Rissio um convite para o Fórum de MPB – Música Para Baixar – que está sendo organizado pelo músico em parceria com movimentos sociais da capital, concomitante ao10º Fórum Internacional do Software Livre, o FISL10. O músico ainda brindou os presentes com a apresentação da canção A princesa é uma senhora de idade, que nas noites de sábado dança com o velho sopapo, na voz e violão.

Na foto, os palestrantes Clomar Porto, Álvaro Barcellos e Richard Serraria.
Crédito: Eduardo Menezes

terça-feira, 16 de junho de 2009

Quem deve teme!

Sociedade

Governadora Yeda Crusius não aparece para abertura da Fenadoce

Foto: Alencar Lopez


É, ela não veio! Mas por que governadora Yeda? Eu respondo: Não teve glamour que calasse os gritos dos trabalhadores, desempregados, homens, mulheres e estudantes que pediam, munidos de faixas, apitos, buzinas e muito “gogó”, FORA YEDA! A abertura oficial da Feira Nacional do Doce passou longe de ser mágica. A noite do dia 5 de junho foi marcada por protestos e manifestações contra o atual governo, estadual e municipal.

Aproximadamente 100 manifestantes compareceram na noite de sexta-feira à abertura da Fenadoce e foram chamados de minoria pelo prefeito Fetter Jr.. Na Fenadoce poderiam até ser a minoria, já que a Feira estimula o consumo e é feita especialmente para classe média, pois quem não possui carro e mora longe das redondezas teria que pagar R$ 2,00 só para chegar até lá. Pode parecer pouco, mas 2 + 2 é R$ 4,00, já dá para comprar o leite das crianças.

Estamos sem voz por causa dos gritos e porque “abafaram o caso”. Nenhum veículo tradicional da cidade falou claramente sobre o episódio. – Não dá mais pra ler jornal mesmo! Só quem estava lá sabe dizer o que aconteceu. Eu fui e conto: arquibancadas cheias, mega estrutura para receber o público mais especialmente a elite da cidade, com direito a tapete vermelho e tudo.

Várias pessoas se pronunciaram supervalorizando o evento e tentando nos convencer de que a feira trás desenvolvimento para cidade. - Eles devem tá falando dos empregos temporários. – Ah é, gera muito emprego temporário, depois que a feira acaba tá todo mundo desempregado novamente. “Ô beleza”!

Enquanto alguns desfilavam com seus ternos e roupas caras pelo tapete vermelho, outros cantavam incansavelmente músicas que manifestavam a grande insatisfação de boa parte da sociedade com as acusações de corrupção do governo gaúcho. Pesquisas do Datafolha comprovam que mais da metade dos gaúchos reprovam o governo e são a favor da instalação de uma CPI para investigar as acusações de corrupção.

Foto: Vanessa Silveira

Cada vez são mais freqüentes as manifestações pedindo a retirada de Yeda Crusius. No dia 26 de maio, partidos políticos, entidades sociais, movimento estudantil e entidades sindicais trancaram a ponte de Rio Grande por alguns minutos com faixas em repúdio as atitudes da governadora do estado. Os militantes prometem continuar as manifestações semanalmente até a saída de Yeda do governo.

O cerco não pára de se fechar, até quando a governadora continuará resistindo e desrespeitando a opinião pública?

De volta para o Passado – em satolep

Retratos de uma cidade é uma verdadeira viagem, em dois sentidos. O primeiro, de viagem no tempo. Pois o livro, apelidado por mim de De Volta Para o Passado - em satolep, (sempre esqueço o título original), reúne fotos Pelotas no período de 1913 a 1930.A outra viagem que falo é no sentido figurativo, pois folhar o livro me faz sentir uma sensação indescritível, (do tipo “bah, que viagem...") remete a uma época completamente diferente da que vivemos, mesmo sendo a poucos anos atrás, como uma nostalgia e saudade do que eu não vivi.


"Sinto hoje em satolep, o que há muito não sentia..."*

A idéia do projeto surgiu de duas professoras da UFPel que tiveram um longo período de estudos na Biblioteca Pública Pelotense, pesquisando e selecionando fotografias impressas no Álbum de Pelotas de 1922 , nos Relatórios das Intendências dos anos de 1914, 1925 e 1928 e nos Almanaques de Pelotas de 1913 a 1915 e de 1917 a 1930.


"Satolep revelada na radicalidade dos ângulos retos; infalível como o relógio alemão na torre sobre o mercado; espalhando-se ao redor como um argumento inexorável"*


No mesmo lugar agora estão os casarões da cidade, o comércio, as igrejas, os colégios, o calçadão da XV, o centro da cidade, hospitais, teatros, praças, e muitos lugares desconhecidos por nós mas que existiram um dia em Satolep, pois sabemos que infelizmente é de costume na cidade, as coisas abrirem e fecharem as portas.


"No fundo, isso tudo é apenas o que o meu olho inventa: satolep".

O resultado da proposta não poderia ser outro, uma verdadeira viagem no tempo imperdível para todos os pelotenses, como um almanaque, para ser muito bem guardado e observado . E além disso, também o livro serve como um objeto de reflexão. Afinal, estamos no presente construindo uma história. E o que vamos deixar para ser publicado nos livros de amanhã sobre nossa cidade?

Ficou curioso?
Enquanto os livros ainda não foram disponibilizados para venda...Existem edições na Biblioteca Pública Pelotense, e nas Bibliotecas da UFPel e UCPel.


* Escolhi frases sobre a cidade para ilustrar a matéria.Todas estas em vermelho são palavras escritas nos livros e nas músicas do nosso ilústre pelotense Vitor Ramil.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Filme quente, para o frio: O Complexo Baader Meinhof

Cinema

Na foto: Gudrun Ensslin (Johanna Wokalek) and Andreas Baader (Moritz Bleibtreu) retirada http://blog.cinemaautopsy.com

Cultura

Indicado ao Oscar em 2008,o filme “O Complexo Baader Meinhof”, de produção Alemã, dirigido pelo cineasta Uli Edel,retrata a trajetória do grupo armado Der Baader Meinhof. A obra sofreu muitas criticas,como o excesso de romantismo e alguns críticos falaram em adoração ao grupo. A película tem duas horas e meia e é sempre fácil cometer erros. Por outro lado, e o que chama a atenção, são interpretações de Martina Gedeck (Meinhof), Moritz Bleibtreu (Baader) e Johanna Wokalek (Ensslin) que são bem realistas.

Contexto

Nos anos 60 o mundo estava em ebulição. Enquanto os americanos protestavam contra a Guerra do Vietnã e os franceses no monumental Maio de 68, os alemães ainda sem causas próprias, protestavam por problemas internacionais. Eram contra as guerras em Israel e no Vietnã e contra a pobreza no mundo.

Eram também contra o governo da Alemanha Federal onde reviam o nazismo. Esse medo do passado deu um enorme impulso ao movimento socialista e Ulrike Meinhof era a voz do povo. Jornalista de profissão passou das palavras aos atos quando libertou Andreas Baader da prisão. Juntos criaram a Baader-Meinhof, facção que durou quase trinta anos e mudou não apenas a Alemanha, mas o mundo.

É nesse clima que o longa-metragem se desenrola. Se vai chegar em Pelotas? Resta ao público pelotense torcer e cruzar os dedos. Outra opção para ver o filme é a internet, existem muitos sitios que disponibilizam bons filmes.

Ficha Técnica:

Título Original: "Der Baader Meinhof Komplex" (Alemanha, França, República Checa, 2008)

Realização: Uli Edel

Argumento: Bernd Eichinger, Uli Edel (baseado no livro de Stefan Aust)

Intérpretes: Martina Gedeck, Moritz Bleibtreu, Johanna Wokalek, Nadja Uhl, Bruno Ganz

Fotografia: Rainer Klausmann

Música: Peter Hinderthür, Florian Tessloff

Genero: Ação, Biografia, Crime, Drama

Duração: 150 min.

Sítio Oficial: http://www.thebaadermeinhofcomplex.com/